Paola Carosella - Os sonhos que eu tenho, não tem limites

Day1 de Paola Carosella: "Os sonhos que eu tenho não têm limite"

Em uma palestra em São Paulo em um evento realizado pela Endeavor e pelo Sebrae, onde Paola conta sua história e como se apaixonou pela profissão e como se tornou empresária.
Aonde ia para a casa dos avós imigrantes italianos, e sua vó cozinhava e alimentava toda a família, da forma que cozinhava tudo feito pelas mãos do vó. Ali, a menina se encantou. Com os cheiros, sabores, o gesto de presentear o outro com a comida. Quis cozinhar tão bem quanto suas avós.
Morava com a mãe em um apartamento, Irma, uma mulher forte, gentil, porém triste, que passava praticamente todo o tempo fora, trabalhando, estudando, ou trancada em seu quarto.
E como fica a maior parte sozinha no apartamento ela ia cozinhar, e imitava as moças dos programas de culinária da TV e improvisava receitas com o que tinha na geladeira — pão de forma, maionese, ovos, latas de atum, combinava cheiros, aquecia a casa com o fogão e o que mais pudesse fazer que ganhasse da solidão na briga por espaço.
A cozinha que a acolheu também a fez descobrir um talento. É por isso que, décadas depois, chegado o momento de tomar uma decisão que definiria os anos mais importantes de sua vida adulta, Paola podia confiar em uma certeza: Eu sou cozinheira.
Quando veio a necessidade de redefinir a rota, quando não tinha mais nenhum centavo, quando morreu de medo.
O ano era 2012 e Paola comandava o Arturito, que já havia alguns anos fazia sucesso em São Paulo, porém Paola queria mais do que sucesso ela queria harmonia. Mas, da Argentina, seus 7 sócios se importavam mais com o faturamento do que com a opinião da chef.
No Brasil, apenas ela trabalhava para manter o negócio de pé. O Brasil estava caminhando para uma mudança, uma crise se acercava, e a alta gastronomia ia mudar com ele. Ela sabia que a proposta do Arturito precisava mudar também, e rápido.
Do lado pessoal, Paola tinha 40 anos, uma filha de 2, um relacionamento falido e vivia no cheque especial.
Chegou em casa depois do trabalho, um dia difícil como todos os outros vinham sendo. Pensou e analisou as opções que tinha, franziu a testa até doer o rosto.
Abandonar tudo nem passava pela cabeça. Vender sua parte e arcar com o prejuízo não parecia uma boa ideia. Encontrar um sócio que comprasse a parte dos outros 7 lhe dava pânico. Naquele dia, eu decidi que eu ia do valor ao meu valor.
Então ela assumiu tudo do restaurante, desde desentupir privada, até no escritório, e cozinhar, mas cada vez mais ia perdendo clientes e ela precisava se reconectar com a sua arte. Precisava de alguém que fizesse da sua arte um negócio. “As únicas certezas que a gente ganha ou aprende na vida, elas se aprendem no inferno, nunca no paraíso. Eu havia errado suficiente para saber reconhecer quem poderia ser a pessoa que tivesse as características e que fosse do jeito que pudesse me completar”, diz.
Ai surge o Benny e de um encontro ao acaso, nasce uma parceria para a vida. Juntos, ele e Paola tocam o Arturito e montaram o La Guapa, loja de empanadas que já tem 3 unidades em São Paulo.
A dupla também trabalha diretamente com uma cooperativa de mais de 30 famílias de agricultores de Parelheiros, que fornecem orgânicos para os restaurantes e cuja renda chegou a aumentar em até 6 vezes.
Bom para conferir tudo o que rolou na palestra, assista ela completa e se inspire na história maravilhosa dessa chef bem sucedida.

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